| Colocado: 21 Dezembro 2012 às 03:35 | IP Registado
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Ca-caros Amigos,
O Te-tema prin-princi-pal de-desta fi-final do IHSV 2012 fo-foi bem ma-mais impor-importante que as du-duas ma-mangas que que se di-dispu-taram no sá-sábado, mas re-reser-varei e-esse te-tema para ma-mais ta-tarde. Como esta é a minha última oportunidade de fazer uma crónica, sem responsabilidades acrescidas, vou agora concentrar-me na prova e deixar-me de patetices.
Palmela no sentido invertido é neste momento de longe a pista onde mais gosto de correr. O meu estilo de condução adapta-se-lhe que nem uma luva e consigo sempre tempos mto competitivos. Se consigo tempos mto competitivos, a verdade é que os resultados finais não lhes correspondem. Mais uma vez foi assim.
A minha condução é mto diferente dos restantes pilotos, pois procuro entrar com o kart mto certo nas curvas e sair mto bem. No final da recta da meta travo com muita força antes de entrar tarde na curva e na 1ª curva das azinheiras levanto bem o pé na entrada. De ambas saio mto mais rápido que os restantes pilotos, em especial chego à curva antes do poste muitíssimo mais rápido. Só não consigo atinar bem com a dupla esquerda interior, a seguir à curva do poste.
Esta forma de conduzir vale-me passar a vida a levar com pilotos em cima na entrada das curvas, desequilibram-me, prejudicam-me a saída e dão-me cabo das costas. Há quem me critique por esta condução e diga que não me consegue evitar. Eu só digo duas coisas: 1º vejam as melhores voltas da 1ª manga; 2º se fosse em Fátima têm a certeza que não me conseguiriam evitar, ou será que tinham medo de perder o bico ?... (O plural não se aplica obviamente à vasta maioria dos pilotos, apenas a quem me foi entrando pela traseira do kart.)
Já fiz que gaguejei, já disse quanto gosto da pista, já descarreguei os maus-fígados, vamos lá ver se agora consigo mesmo falar dos treinos e da corrida.
Nos treinos, ainda com o piso a escorregar, foi difícil apanhar uma volta totalmente limpa, pois passava a vida a colar-me a um pelotão à minha frente, quando deixava espaço, era ultrapassado pelo Dário, para depois ser ele a ter de perder tempo a deixar espaço e deixar-me passar etc... Foi um bocado estúpido, mas ambos tentámos encontrar espaço para não sermos prejudicados, nem prejudicar ninguém. Na última volta ia o Dário à frente e apanhou o pelotão mais cedo que eu, que apanhei o Dário apenas no final da volta. Eu consegui mesmo assim um 3º lugar, o Dário foi lá mais para trás.
Sendo a decisão do campeonato, a minha postura era de tentar ganhar, se saísse à frente, caso contrário, fazer o possível para não prejudicar os candidatos.
Arranquei bem, mas apenas o suficiente para manter o meu 3º, pois o Pedro Rafael ainda arrancou melhor. Cheguei ao 2º lugar na 2ª ou 3ª volta e segui colado ao Zé Moore, sem o atacar. Com isto, chegou o João Gonçalves à minha cola e quando tentou atacar não dificultei. Em Palmela, qdo se começa a andar para trás, não se pára. Seguiram-se Dário, Mealha, Pedro Santos, Pedro Rafael e por aí fiquei. À minha frente discutia-se acesamente a vitória. Na 'recta' a seguir à curva do poste cheguei a ver os três candidatos lado a lado. Íamos 7 pilotos completamente colados. Foi mto giro e maioritariamente correcto. Mesmo no final a pintura borrou-se um bocado, com o Dário a passar o Mealha nos limites e uma ligeira traseirada mandou-o para a zona ainda escorregadia onde foi difícil agarrar o kart. Foi passado ainda pelos 2 Pedros. Eu levantei o pé para o deixar retomar o lugar. A manobra do Dário foi desagradável pelas consequências, que não teriam sido tão grandes se a pista estivesse seca, pois o Mealha só teria perdido um lugar para um piloto que não lhe roubava pontos.
No intervalo foi altura de fazer contas parciais e verificar que, apesar da vitória do João Carlos, o Zé Miguel tinha aumentado a vantagem para o 2º classificado. O Rui Mealha ainda mantinha vagas hipóteses.
A 2ª manga foi mto menos pacífica, como normal. Fui sempre com calma e consegui não me envolver em confusões, tirando a partida e um pequeno toque no Palmeirim - em que levantei imediatamente o pé.
Na confusão da partida fiquei muito para trás. O João Carlos safou-se bem, o Zé Miguel e o Rui malzito. Entre as inúmeras confusões que se seguiram, volta após volta, o Rui Mealha voltou a ter um azar enorme, pois perdeu imenso tempo numa carambola com pelo menos 5 pilotos envolvidos. Na curva antes do poste, o Zé Luís Fonseca, o Rui e o Pedro Santos, que iam a lutar por lugar, apanharam o Luís Moura (salvo erro), que abrandou, levando os outros 3 a ficarem lado a lado e travarem mais cedo tb. O Zé Miguel não os conseguiu evitar e foi tipo bowling. Safou-se o Zé Miguel e eu - que como de costume deixei espaço qdo me cheirou a confusão. Acho que o toque foi um azar inevitável - sobre o que se passou a seguir ao toque inicial, dei a minha opinião a quem devia.
O rescaldo foi que eu ganhei 5 lugares sem saber ler nem escrever, o Zé Miguel conseguiu mesmo assim manter-se na defesa da liderança do campeonato e o azarado do Rui perdeu as poucas hipóteses que ainda poderia ter.
Daí para a frente foi uma corrida sem gde história. Fui passando alguns pilotos que se atrasavam em lutas, sem forçar. Não dificultei a ultrapassagem ao Zé Miguel das 2 vezes que me passou, pelo meio passei-o uma qdo se engalfinhou com o Palmeirim (salvo erro).
No final tinha o Pedro Rafael, com quem estava a lutar no campeonato, longe demais e não queria arriscar atacar o Zé Miguel, que estava entre nós os dois. Restava-me tentar fazer a volta mais rápida para tentar mais um pontinho. Só que o Zé Miguel não o percebeu, apesar de eu o ter empurrado duas vezes em recta, assumiu trajectórias defensivas, atrasando-nos aos dois. Para a última volta deixei espaço para dar tudo por tudo numa volta. A volta ia a correr mto bem, mas o Zé Miguel chegou-se mto para a direita na recta da meta e deixou-me sem espaço. Não tirei o pé mas fui para cima do corrector e quase levei o semáforo de partida à minha frente. Com as décimas perdidas não chegou, mesmo assim foi a minha melhor volta - mas não fiquei nem perto do Pedro “VMR” Santos.
Foi um fim de campeonato emocionante, com um novo campeão, Arq.José Miguel Moore Vieira. O João Gonçalves fez tudo ao seu alcance, vendeu mto cara a derrota mas lá largou o poleiro – tava difícil. O Rui Mealha mais uma vez ficou no pódio, onde tem lugar cativo – não me lembro de nenhuma edição em que não tenha ficado nos 3 primeiros.
Venha agora a edição de 2013, o mais animada e amistosa possível.
Bom Natal para todos, até pró ano,
Luís.
Editada por LSMello na 21 Dezembro 2012 às 12:27
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