| Colocado: 21 Novembro 2012 às 14:39 | IP Registado
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Esperei pelas crónicas dos grandes vencedores, mas à falta das mesmas, aqui vai a minha.
Sábado, 17 de Novembro, sob um tempo péssimo, realizou-se a penúltima corrida de 2012 do IHSV.
Mais uma prova com reduzido número de participantes no regresso à Batalha. Infelizmente foi sob chuva, numa frota muito interessante, a sugerir grande gozo em seco.
Nos treinos, ainda sem chuva mas com a pista molhada, tentei perceber as zonas de aderência sem grande sucesso e ficando surpreendido com a pole.
A 1ª manga correu sem precalços, andando sempre longe do limite de modo a evitar despistes. Assim perdi naturalmente 2 lugares para os mais rápidos Pedros (Rafael e Fonseca) pela opção da atitude defensiva, mas consegui recuperá-los já perto do final por despistes de ambos, chegando em 1º.
Na 2ª manga parti do malvado último lugar, então já a chover razoavelmente. A pista tinha muito menos aderência e não consegui evitar 2 ou 3 piões nas 2 primeiras voltas, fruto da estupidez natural de quem não se adaptou às novas condições, perdendo muito tempo, continuei em último, tendo recuperado progressivamente até ao 6º final, beneficiando dos muitos despistes ocorridos, fruto de uma pista escorregadia em extremo, o que para mim tornou num martírio uma prova de karts, cujo objectivo principal é o gozo.
Da conjugação dos resultados das 2 mangas deu um 4º lugar geral, o que não deixa de ter sabor a amargo, após a pole e 1º lugar na manga I, o que me leva a reflectir na justiça da inversão total da grelha, que, principalmente no molhado, distorce bastante a realidade. É que fazer ultrapassagens com a pista naquelas condições, é despiste quase certo, pelo que o posicionamento na grelha para a manga II é muito mais decisivo para o resultado final, tornando esta manga mais importante do que a I, e esse não será, penso eu, o objectivo da inversão da grelha. Estou consciente das vantagens assumidas (permitir que quem não ande habitualmente nas 1ºas posições, o faça; incremento de emoção, etc.), mas que há menos verdade desportiva, isso há. Há sempre a possibilidade de se sortear as posições, entre outras. Aqui fica a reflexão.
Parabéns às grandes prestações de todos os que tiveram a coragem de se fazer à estrada e à pista sob chuva. Grandes provas do Pedro Rafael, Pedro Fonseca, João Gonçalves, Zé Miguel, da Manuela Janicas e de todos de um modo geral.
Repito a boa impressão dos novos (para mim) karts e lamento que não os tivesse usufruído em seco.
Até Palmela, fazendo votos de uma grelha bem maior e sob um sol radioso na corrida de despedida.
Abraços,
Rui Mealha
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