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Troféu In Hoc Signo Vinces
 InterFórum : Troféu In Hoc Signo Vinces
Assunto Tópico: 11 Outubro Fátima II - crónicas Nova mensagemNovo tópico
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Garcia de Matos
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In Hoc Signo Vinces

Data de adesão: 28 Outubro 2007
País: Portugal
Mensagens: 777

Estado: Desligado
Colocado: 11 Outubro 2008 às 21:19 | IP Registado Citar Garcia de Matos

Contra tudo quanto tinha sido previsto pela organização, desta vez, o tempo fez-nos a surpresa de aparecer com chuva 5 minutos antes de começar a prova o que, à partida, foi do contentamento esfusiante do Luis Mello que se propunha, literalmente, dizimar os adversários tal é a sua propagandeada expertise em terrenos húmidos.
Partida para os treinos e desde logo a pena imensa ( minha, pelo menos ) do sub-aproveitamento daquelas máquinas com a pista naquele estado ....
Francamente não dei o gosto ao dedo nem ao pé mas testemunhei, uma vez mais, a eficiência da existência dos pára-choques saltantes que proporcionaram uma prova perfeitamente limpa pelos cuidados evidentes de todos os pilotos bem assim como, evidentemente, pelo próprio estado do tempo.
Mais na 2ª manga do que na 1ª, consegui "entender" o kart e a pista, de tal modo que faço uma das melhores voltas naquela manga pese embora o pequeno pormenor de ter conseguido arrancar 8 ou 9 piões cuja semelhança com verdadeiras chiqüelinhas  não foram meras coincidências !
Tive muita pena por me ter entusiasmado demasiadas vezes na tentativa de pôr em prática a teoria do tio Pragosa à chuva e não ter conseguido os resultados esperados. Como conclusão, fiquei por 2 vezes atolado na gravilha a ver o pelotão a passar e uma data de vezes a rodopiar virado para a frente, para trás, para a esquerda ou para a direita numa demonstração plena das potencialidades do kart 390 PCR !!!
Enfim, tive grandes esperanças com o aproveitamento do arranque na 1ª posição na grelha da 2ª manga por via da inversão dos lugares dos 8 primeiros mas a coisa estragou-se com a dita série de piruetas que me fizeram pagar caro o resultado.
Entretanto brilharam os João Gonçalves, o Filipe Nunes, o Rui Mealha, o Filipe Neves , o António Cartucho, etc. e vi boas prestações do Agra, do Amorim e do Nuno Moura. Não menciono mais ninguém por total desconhecimento das provas dos outros.
Porque os resultados ficaram de me ser enviados via net e não tive acesso às listagens, limito-me a saudar os vencedores pelas óptimas provas realizadas e fazer votos que a chuva não apareça nas próximas provas.
A 3ª manga foi suficientemente boa no que tocou à reposição dos níveis, quer líquidos quer sólidos com uma companhia excelente e agradabilíssima. Teve lugar no Truão e as vitualhas escolhidas passaram pelo Bacalhau à Lagareiro com migas e depois uma Fritada de Boleiros. Umas imperiais para descongestionar, e um tinto da casa suave, foram os elixires para quem tinha que vir a conduzir para Lisboa.
Abraços

PS - uma palavrinha ao Luis Mello : meu caro, aquilo é tudo quanto sabes fazer à chuva ?
 


Editada por Garcia de Matos na 12 Outubro 2008 às 15:19
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LSMello
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In Hoc Signo Vinces / Ormei / CÁGADO

Data de adesão: 15 Novembro 2004
País: Portugal
Mensagens: 482

Estado: Desligado
Colocado: 12 Outubro 2008 às 00:59 | IP Registado Citar LSMello

Nasce um homem para ser assim humilhado, destroçado, eu diria, por um pretenso amigo !...

Sim António, aquilo foi a melhor prova da minha vida à chuva... em Fátima.

Já tinha anunciado que a minha anterior experiência à chuva neste kartódromo, com os PCR, se tinha revelado um desastre de proporções bíblicas. Daí não estar nada esfusiante. 

Antes de arrancarmos o Rui Mealha deu-me os parabéns pela vitória antecipada que acabara de alcançar. Não acreditou nos meus temores. Comentei-lhe que o tinha visto a andar mto bem no Campera e que a única coisa que tinha de alterar era cruzar a borracha na saída da curva, com as rodas a direito, de forma a acelerar na zona sem borracha - que com isso tinha boas hipóteses.

Após os treinos fiquei francamente animado com a minha 3ª posição. A partida da 1ª manga tb correu bem e mantive o 3º posto, escapando a confusões.

A partir dái começou o descalabro. Estava claramente mais lento que os pilotos atrás de mim, que me foram passando - o Rui foi o primeiro. Foi humilhante vê-lo pôr em prática os meus conselhos, quando eu não o conseguia fazer. Depois tive uma luta engraçada com o Nuno Moura, que acabou comigo sem nariz. Ainda recuperei uns lugarzinhos, mas fiquei pelo 12º

No intervalo o Nuno comentou que havia vária curvas que eu podia fazer mais por dentro, acelerando. Assim fiz e melhorei imenso. Escapei à confusão da 1ª curva, o que me fez subir vários lugares. Até praí metade da prova, fui recuperando ainda mais e cheguei ao 4º lugar. Nessa altura começou o descalabro, tentei forçar para me chegar mais à frente, despistei-me na direita longa da parte alta do circuito e só ao fim de 53 piões na relva é que consegui voltar a pôr o kart em pista - tinha sido melhor saltar do kart e puxá-lo à mão. Perdi uns 20seg e 4 lugares. Ainda recuperei 2, mas perdi outros 2 - para o Filipe Neves e o Nuno Moura.

Os meus parabéns aos grandes vencedores do dia: João Gonçalves, Rui Mealha e Rodrigo Almeida (fabulosa a velocidade deste, não percebi como é que não ganhou nenhuma manga !). Parabéns tb à vitória do Filipe Nunes na 2ª manga. E um abraço especial ao único piloto que conseguiu andar mais pela relva que eu: António Matos.

Abraços,

Luís.

PS - por graça, incluo de seguida a crónica que fiz para a prova nas mesmas condições com o ORMEI - o tal desastre Bíblico, que prova que não atino mesmo com Fátima à chuva. 3 de vocês já leram. Aos outros, se tiverem paciência, leiam que acho que se vão rir bastante.

----------------------------------------------------

Crónia Fátima II - ORMEI 2006

Olá caros companheiros.

 

Peço desculpa aos mais apressados mas hoje brindo-os com uma crónica mais longa e fora do comum. Assim tem de ser. Acontecimentos extraordinários, como a corrida de Fátima, devem ser tratados de uma forma distinta.

 

Ia-me eu aproximando de Fátima, no carro com o meu amigo Fernando Azevedo Mendes, conjecturando sobre as condições em que se iria desenrolar o GP de Fátima, quando, pairando sobre a longa recta, surgiu uma senhora de branco, envolta numa intensa aura que me sussurrou:

- “Meu filho, fui enviada para olhar por ti. Atenta que o dia está traiçoeiro, cuida de ti, tu não sabes guiar à chuva”.

- “Não sei guiar à chuva ?!”, exclamei chocado. “Como não sei se em todos os GPs que disputei de baixo de chuva a sério terminei no pódio e muitos deles em primeiro, com os mais variados adversários”.

- “Sim meu filho”, retorquiu, “mas contra adversários de outro valor. Então já te esqueceste da triste figura que fizeste nem há um mês em Leiria ?”

- “Peraí, peraí, isso é outra história, em pistas a secar realmente eu não sei guiar. Mesmo assim ainda fiz a 3ª volta mais rápida da 1ª manga, ou será que isso para ti não conta ?”

- “Olha lá pá, agora falas sozinho ?” interpelou-me o meu amigo Fernando.

A senhora desvaneceu-se na chuva míuda da manhã e não voltei a pensar no assunto.

 

No decurso dos treinos, com a pista a secar, ia rezando silenciosamente para que secasse rápido, ou que a chuva a aparecesse - que assim não dava. A páginas tantas vi um estranho comissário de pista, com um capa vermelha e sinais visíveis na testa de que a mulher não lhe é fiel, a acenar-me empoleirado no sinal de partida. Dirigiu-me a palavra de forma inaudível. Nova passagem e pude ouvir claramente o que dizia:

- “Olha lá pá, queres que eu abra a torneira e encharque esta pista toda, para mostrares à 'branquinha' que sabes mesmo andar à chuva ?”

- “Quem quer que sejas abre lá a torneira, que assim é que não dá mesmo”, repliquei.

 

Acabaram nessa altura os treinos. Fraca posição. Mas que a torneira estava aberta estava. Fui a correr às boxes vestir a capa de chuva. Preparava-me para agradecer, mas o estranho comissário tinha-se ido. Já eram sonhos de mais para uma manhã.

 

Quando me dirigia para a grelha, lá no fim, apareceu de novo a Senhora de Branco:

- “Acautela-te meu filho, vê como chove. Atenção à partida”.

- “Atenção à partida com certeza, já sabes que não sou de avarias. Agora pisga-te lá daí, que se me distraio tou feito”.

 

Arranquei sem azares e lá segui recuperando umas 2 ou 3 posições. Já na parte alta do circuito alguém me acertou na lateral traseira do kart e fiquei virado do avesso. Na berma estava um comissário a rir a bandeiras despregadas. Reconheci nele o meu amigo de Vermelho:

- “Então julgavas que era só pedir ? Tudo tem um preço. Tens chuva como querias, mas vais ter de recuperar do último lugar. Agora força, vai-te a eles. Demonstra-me a tua fibra.”

Bom, tinha de ser. Lá iria eu tentar recuperar.

 

As voltas iam passando e o homem de Vermelho lá me ia incitando, brandindo-me com um pau comprido com uns dentes na ponta, para me incentivar a ir atrás deles. E fui passando os mais lentos, sem sobressaltos.

Na curva no final da recta da meta, volta após volta, a Senhora de Branco ia-me recomendando calma, curvada, as mãos juntas, como que rezando.

- “Calma filho que não sabes guiar à chuva”.

- “Qual calma, não vê a senhora que isto até se está a compor”, dizia-lhe eu.

- “Trava filho. Não consegues fazer a curva sem um cheirinho de travão. Trava !... Ai que agora é que é… Oh filho ias-me levando a capa e tudo. Já viste como fiquei carregada de gravilha. Acalma-te.”

- “Não quero ser desrespeitoso, mas não vê que isto não é a melhor altura. Se puder dê uma mãozinha para tirar daqui o kart, se não, pelo menos saia da frente.”

 

Depois de grande esforço e muito tempo, lá pus o kart em pista e segui. “Ora que isto, a mulher está mesmo a agoirar”, ia eu ainda a pensar. Nem duas curvas passadas, gravilha de novo. “Irra !”

 

Mais adiante, o  estranho comissário lá continuava no seu lugar habitual a brandir a forquilha:

- “Anda homem. És mesmo lerdo, vai-te a eles.”

- “Olha, eu tinha pensado experimentar umas trajectórias diferentes, já que já não vou a lado nenhum.”

- “Anda mas é. Deixa-te disso. Vem já lá o primeiro classificado.”

- “Onde ?”

Virei-me a procurá-lo um breve segundo. Lá vinha ele, ainda umas curvas atrás de mim. Quando olhei para a frente já não foi a pista que vi, mas novamente um mar de gravilha. Nada feito, estava outra vez atolado.

- “Empurra-me lá com o pau, a ver se saio daqui”, pedi.

- “Tás parvo. Desembrulha-te. Já chega estar aqui à chuva só por tua causa. Belo nabo me saíste”.

 

E mais uma vez voltei à pista. Com o desalento normal numa situação destas. A Senhora de Branco já nem olhava à minha passagem. Ajoelhada, cabeça baixa, mãos juntas, como se realmente receasse pela minha vida – ou pela dela, que aquilo não era sítio para se estar ajoelhado num dia como este. Ainda lhe gritei que não temesse, que não costumo fazer duas vezes o mesmo erro – vou variando.

 

Passou-me então o Luís Vaz. A velocidade e a trajectória eram tais que parecia estar a correr em seco. O Comissário lá tentou mais uma vez incentivar-me:

- “Vai, segue atrás dele. Aprende com quem sabe”. Prosseguindo num tom ligeiramente mais baixo, “aquele sim é um verdadeiro discípulo, aprendeu tudo o que lhe ensinei”.

 

Tentei segui-lo, mas era impossível. Durante uma volta ainda tentei fazer as mesmas trajectórias, mas aí sim cheguei a temer pela vida. Voltei ao normal, a tempo de ver o Luís espetado. Estava mesmo a andar no fio da navalha.

 

No intervalo entre as mangas a Senhora de Branco aproximou-se e com a sua candura disse-me:

- “Oh filho, pregaste-me um susto grande susto. Porque é que não te resignas. Adopta o ritmo lento de que és capaz, não sabes para mais”.

- “Desculpe lá, mas a senhora percebe alguma coisa disto ?! Com essa roupa de certeza que nunca se sentou num kart”.

- “Lá nisso tens razão, mas moro mesmo aqui ao lado e de vez em quando dou um saltinho a ver as corridas. Ajudo os desgraçados que posso e sempre vou aprendendo umas coisinhas. Foge das zonas sujas da pista. Anda com segurança. Em dias como hoje só assim é que um desajeitado como tu consegue uma boa classificação”.

- “Nem tudo o que a Senhora diz é disparate, mas por favor deixe-me em paz. A sua presença só me perturba”.

 

Apesar de tudo, fui para os treinos a pensar nas sábias palavras. Face à primeira manga começava a duvidar seriamente da minha capacidade de guiar naquelas condições. Pior é que,  por muito que tentasse, estava ainda pior que na manga anterior. Só a muito custo conseguia manter o kart na pista, já que este fugia de traseira em todas as curvas para a direita.

 

Parado já no meio da grelha, a Senhora dirigiu-se-me e tocou-me. Sosseguei-a.

– “Esteja descansada que vou com calma na partida. Por favor não se ponha outra vez a olhar-me daquela curva que fico nervoso”.

 

Partimos. Tudo bem, sem confusões até à segunda curva. Na segunda curva ganhei vários lugares entre a confusão. A coisa não estava mal. Fui seguindo com redobrada atenção e na dupla esquerda a seguir à ‘direita que nunca acaba’ lá estava de novo a Senhora:

- “Cuidado filho, aclama-te. Não te deixes entusiasmar. Trava com segurança. Não faz mal que um ou dois te passem. Estás muito mais à frente do que é o teu lugar normal”.

- “Ora, deixa-me lá. Eu sei muito bem trav…” Zzzzt !!!

Pião. Voltado ao contrário, vejo o Comissário vermelho a correr desembestado para mim.

- “Arranca já. Anda. Os outros que se desviem”.

- “Calma filho. Olha que se arrancas nem a alma se te aproveita”, contrapôs a Senhora.

 

Em verdade nem os ouvi bem. O meu sentido de auto-preservação fala mais forte nestas situações. Contei os karts que passavam 1, 2, 3… 10, lá vou eu. “Vamos a isto que se faz tarde”.

- “Anda meu completo inútil”, ainda ouvi o Comissário vermelho gritar, enquanto atirava o pau ao chão em desespero. Parecia-me ouvi-lo ir dizendo ao longe “Se não ganhas uns bons lugares nunca mais é ninguém. Dá-lhe gás, passa-os a todos”.

 

Dei gás. Fui-me aproximando e passando algumas prezas mais fáceis. O Comissário estava agora na ‘direita que nunca acaba’ a incentivar-me. Dizendo-me que se a fizesse com a roda traseira esquerda na berma quase não precisava de travar. Ia ganhando terreno.

- “Olha, meu abécula, não traves mesmo. Tira só gás”.

- “Tens a certeza ? OK, desta vez não travo”.

- “NÃO !!! Estava só a espicaçar-te ! TRAVA !!!...”

Ainda agarrei o kart, mas varri todo o exterior da pista, dancei na relva e ainda tive de tirar a capa dele que se me tinha prendido ao capacete.

 

Olhei para trás e vi o Comissário estendido com a cara na relva, a praguejar. Como estava sem a capa, podia agora ver que tinha uma estranha e longa cauda.

 

Foi um sossego encontrar a Senhora de Branco:

- “Acompanhe-me até ao final. Eu admito, não sei guia à chuva. Ajude-me por favor. Se tudo correr bem prometo que vou de kart até à Cova da Iria”.

- “Gosto ver que finalmente caíste na razão. Eu sei que é difícil admitir as nossas limitações. Terei todo o gosto em receber-te em minha casa”.

 

Segui até ao fim calmíssimo. Sem correr qualquer risco. Mesmo assim – ou talvez por isso -, fui subindo lugares. Via os meus adversários espalhados pelas bermas ou virados ao contrário. Não pude evitar sorrir para dentro ao pensar que o meu Comissário de Vermelho tinha resolvido dar-lhes conselhos a eles.

 

Cheguei ao fim com orgulho de rastos, mas cheguei. O meu ânimo nas conversas de boxes não podia estar pior. Apanhei o Zé Pedro Faria e já agora comentei que este kart, que fora o dele na primeira manga, era um bocado instável.

“Instável ?! Era inguiável ! Mas olha que este que trocaste comigo agora não era melhor. Porcaria de karts !”

Vindo do nosso campeão isto era música para os meus ouvidos. Corri a procurar a Senhora de Branco.

- “Afinal se calhar não sou assim tão mau, o Zé Faria disse-me que os karts eram uma treta !”

- “Sabes o que te digo ? Não há paciência para ti. Admite a realidade, tu não sabes guiar à chuva. Tinhas-me poupado muito trabalho hoje se o admitisses logo quando to disse da primeira vez. Não venhas mais falar comigo. E escusas de passar lá em casa se não estás agradecido”.

Desapareceu como havia chegado e não mais a vi.

 

E assim decorreu o dia em que fiquei a conhecer mais um segredo de Fátima: Não sei guiar à chuva… pelo menos até prova em contrário.

 

Boas Festas para todos,

 

Luís “com um ganda melão” Soares de Mello

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Garcia de Matos
Organizador
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In Hoc Signo Vinces

Data de adesão: 28 Outubro 2007
País: Portugal
Mensagens: 777

Estado: Desligado
Colocado: 12 Outubro 2008 às 09:25 | IP Registado Citar Garcia de Matos

Oh Senhora de Branco, oh Homem de Vermelho, enchifrado e de rabicho retorcido  !
Oh clemência, oh pureza, oh santa ingenuidade !
Mas então estavam convencidos que o diabinho Mello, enfiado no seu preservativo por via da chuva, já recauchutado em várias zonas com remendos de adesivo, seria hoje diferente da vez em que se cruzou convosco lá pelos lados de Fátima em 2006 ?
Claro que não ! Pelo contrário !
Está cada vez mais teimoso, mais teórico e mais conspirativo !
Ouvi dizer que desta feita se queixou amargamente pelo facto de não terem aparecido lá pela curvas do kartódromo para lhe darem os aconselhamentos como da outra vez !!
Limitou-se a recordar o que lhe haveis dito naquela altura mas deturpou tudo e, em vez de seguir as instruções, não senhor ! vá de acelerar quando não devia e travar quando tinha que acelerar!
Resultado ?
Oh libelinha maluca que se me deparava de quando em vez !
Aquilo mais parecia uma hélice de helicóptero em plena rotação !
De uma das vezes, tendo eu feito uma tentativa de imitação duma dança em ritmo de valsa lá para os lados duma direita que nunca mais acaba, o Luis Mello passa-me à frente como se da companheira da dança se tratasse e eu lhe quisesse agarrar a mão mas que falhámos ! Aquilo parecia uma dança, sim, mas em pista de gelo ! A patinadora passou desalvorada e desalvoraçada à minha frente e só parou quando se estatelou na parede do recinto ! Não conseguiu nem travar, nem virar, nem mesmo apelar à vós, oh Senhora de Branco !
Satisfêz-se em insultar o Homem de Vermelho como se esse gaijo tivesse alguma culpa da sua azelhice !!
De uma outra vez, imitou o trapezista numa das suas mudanças acrobáticas de trapézio mas a dessincronização dos movimentos levou a que saltasse quando o trapézio de acolhimento já tinha passado e então ficou a esbracejar sem ter onde se agarrar ! Felizmente que a rede ( gravilha ) cumpriu sempre a sua função e não o deixou molestar.

Enfim, caro Luis, hoje, domingo, tive o grato prazer de ler em 1ª mão a tua crónica de 2006 e acho-a um verdadeiro documento digno de antologia !
Fizeste-me rir a bandeiras despregadas e só por isso te desculpo as pisadelas que me déste na dança de ontem onde ambos demonstrámos que estávamos fora do ritmo...

Um abraço,
António

PS - Rodrigo Almeida, meu caro, não tenho nada contra ti mas a verdade é que não te enderecei os meus parabéns na minha 1ª crónica ! Aqui estou a retratar-me mas a ausência da cábula ( listagens ) levou-me a esta indesculpável gaffe ! Estás imparável e assim espero que te portes no próximo sábado quando fizermos parceria na prova da Vera Silva ! Um abraço

 



Editada por Garcia de Matos na 12 Outubro 2008 às 15:18
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nuno filipe
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Data de adesão: 22 Setembro 2008
Mensagens: 7

Estado: Desligado
Colocado: 12 Outubro 2008 às 16:16 | IP Registado Citar nuno filipe

  Quanto á minha prestação em Fátima devo dizer que foi a minha melhor prestação desde que me juntei ao grupo.

   Com um 5ºtempo nos treinos iniciei a 1º manga na expectativa de cometer o minimo de erros possível de modo a não cair muito na classificação visto haverem melhores e mais experientes pilotos em pista.Bom arranque voltas rápidas(3º?) mas acabei em 6º fruto de uma adaptação com altos e baixos ás condições climatéricas e que me custaram 1 lugar devido a vários piões.Sendo que nas últimas voltas andei colado ao Filipe Neves e Miguel Amorim mas 1 erro na derradeira volta e na ânsia e conquistar algo mais me afastou definitivamente de outra classificação. 

 Para a 2º manga parto de 3º lugar convicto de que iria correr melhor e eis que enquanto todos procuram a melhor trajectória por fora eu arrisco na trajectória habitual(em seco)e dou-me bem e na 2º curva estou em 1º.Liderei até á 5ºvolta quando faço meio pião sou então ultrapassado pelo Rodrigo Almeida(grande prova)que estava muito rápido.Mas eis que também ele comete 1 erro e vai á gravilha e eu fico mais uma vez em 1º tendo como adversário directo o "amigo" João Gonçalves.A partir daí e com a prova a meio consegui gerir a vantagem e acabar em 1º lugar sem erros e com uma distância de quase 3 sec.

  Se a tudo isto juntar o facto que é a minha 2º experiência a correr á chuva visto que no ano passado só houve chuva em Palmela e eu fiz só a 1º manga (fruto da parceria com o PEDRO SANTOS) acho que foi ESPECTACULAR .

         

      

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Garcia de Matos
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In Hoc Signo Vinces

Data de adesão: 28 Outubro 2007
País: Portugal
Mensagens: 777

Estado: Desligado
Colocado: 12 Outubro 2008 às 18:22 | IP Registado Citar Garcia de Matos

Malta, a matemática não é uma batata e os resultados dum qualquer evento são apresentados de acordo com o que se quer atingir.
Exemplo disso mesmo são os resultados das eleições.
Sempre que a direita tem vitórias indiscutíveis, a esquerda regateia a mesma vitória por margens nunca dantes vistas ;
Se a CGTP apregoa uma adesão à greve por si patrocinada na ordem dos 99%, logo vem o PSD e o CDS reclamarem que, pelas  suas partes, não podem estar mais satisfeitos pois os números apontam para os mesmos 99% ... mas a seu favor !!
Perante isto porque não apresentar os meus números relativamente à prova de Fátima ?
Então é assim :
1º - Fizeram-se 18 voltas em cada manga
2º - Na 2ª manga, eu fiz cerca de 10 piões ( uma média de 1 pião por volta )
3º - Tirando as 2 ou 3 primeiras voltas de adaptação, restaram-me 5 voltas limpas
4º - Essas voltas foram as 11ª, a 12ª, a 13ª, a 14ª e a 15 ª
5º - Dessas, em duas, fui o mais rápido de todos ( comparativamente a Filipe Neves, ao Rui Mealha, ao Luis Mello, ao Rodrigho e ao Filipe Nunes )
6º - Numa, só fui mais lento em 0,4 seg em relação ao Filipe Nunes
7º - Numa outra, fui mais lento 0,4 e 0,1 seg em relação ao Rodrigo e ao Filipe Nunes respectivamente
8º - Finalmente, numa outra, só fui mais rápido que o Luis Mello

Conclusão : acabo de massajar o ego pois tendo ficado em 10º, andei ao ritmo dos vencedores e já só me falta saber como não se fazem piões !!

Cuidem-se !
António



Editada por Garcia de Matos na 12 Outubro 2008 às 18:25
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LSMello
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Data de adesão: 15 Novembro 2004
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Mensagens: 482

Estado: Desligado
Colocado: 12 Outubro 2008 às 22:23 | IP Registado Citar LSMello

António,

Manda lá esses detalhes para eu tb analisar.

Obrigado,

Luís.

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RodAl
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Data de adesão: 17 Dezembro 2007
Mensagens: 46

Estado: Desligado
Colocado: 13 Outubro 2008 às 15:41 | IP Registado Citar RodAl

AMatos é natural q não se lembre de mim, viu-me uma vez na gravilha e das outras vezes eu passava demasiado depressa para ver quem era...

Acho que como o Filipe Nunes, a pouca experiência à chuva acabou por ajudar a inventar um pouco. Se é verdade que cortava para dentro mais cedo que a grande maioria dos outros (cortando a borracha à saída), também em dois ou três pontos, quando tinha a pista livre, aplicava o estilo drifter aparentemente com resultados positivos, e bastante mais gozo...

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Garcia de Matos
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In Hoc Signo Vinces

Data de adesão: 28 Outubro 2007
País: Portugal
Mensagens: 777

Estado: Desligado
Colocado: 13 Outubro 2008 às 17:04 | IP Registado Citar Garcia de Matos

Meu caro Rodrigo, as minhas preocupações naquela maldita corrida era ver se não levava com 17 karts no lombo cada vez que tentava entrar em pista após os despistes e nunca te vi por lá perto !!!!!!
Depois, ah depois apanha-se mais depressa um mentiroso do que um coxo !
Com que então passavas por mim que nem dava para te ver tal a velocidade, hem ?
Pois fica sabendo que com todos aqueles despistes que tive e ainda ter ficado agarrado à gravilha por 2 vezes, NUNCA conseguiste ultrapassar-me !!!!
Fizemos ambos 18 voltas, oh vaidoso !!!
Quanto ao estilo drift ( há quem lhe chame drifter ) devo dizer-te que tentei arriscar mas só o conseguia com sucesso ( ainda que com pouca derrapagem ) na direita no fim da recta da meta. O pleno era conseguido no final da 6ª direita ( vê se consegues perceber qual ela é ) e entrada no "S"ezinho seguinte. Julgo que é uma questão de muito treino mas concordo que deve ser uma solução.

De qualquer forma reitero os meus parabéns pois conseguiste ir pastar menos vezes do que eu !
Espero que estejas na mesma forma ( ou melhor ) no sábado !
Um abraço,
António

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APValle
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Data de adesão: 03 Novembro 2007
País: Portugal
Mensagens: 236

Estado: Desligado
Colocado: 14 Outubro 2008 às 11:11 | IP Registado Citar APValle

Como há grande expectativa em saber os resultados e devidas alterações na classificação, já coloquei no site o mapa geral da prova e o mapa da pontuação final provisória.
Assim podem verificar quem subiu...e quem desceu, na classificação.
Entretanto vou preparar os outros mapas e o rearranjo do site.

Obrigado
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APValle
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Master


Data de adesão: 03 Novembro 2007
País: Portugal
Mensagens: 236

Estado: Desligado
Colocado: 14 Outubro 2008 às 12:08 | IP Registado Citar APValle

ATENÇÃO

Há um erro no mapa de classificações finais, mas que não influência a classificação!

Obrigado

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