| Colocado: 19 Fevereiro 2008 às 11:27 | IP Registado
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Estava só à espera que o site fosse actualizado com os resultados de Leiria para pôr aqui a minha crónica. O António já deu o pontapé de saída e não quero ficar atrás - nem na pista nem aqui. Já agora, se algum elemento desta crónica vos parecer conhecido, não tenham dúvidas, é mesmo uma cópia - no poupar é que está o ganho.
À chegada a Leiria já era certo que a prova não iria decorrer como eu mais gostaria: ainda não foi desta que utilizámos o Circuito A e, mais uma vez, não íamos ter a oportunidade de demonstrar o nosso virtuosismo em piso escorregadio 
Coformado com o desgosto "fomos ao breifing e, acto contínuo, tomar lugar nos respectivos karts previamente sorteados.
Feitos os treinos, desde logo me apercebi duma dificuldade imensa em conduzir aquele desgraçado principalmente quando se tratava de curvas para a direita. A sensação que dava é que algo se desintegraria a curto prazo.
Fiz vários acertos à velocidade de abordagem às curvas o que permitiu não perder lugares durante toda a 1ª manga. Pelo contrário, tendo arrancado em 6º, consegui um 3º no final.
Porém, o esforço físico foi hercúleo o que me deixava pouco entusiasmado para a 2ª manga."
Tive na 1ª manga o prazer de assistir do balcão à tenaz luta entre o Rui Mealha e o Filipe Neve, que permitiu a mim e ao João Gonçalves morder-lhes os calcanhares. Com as disputas, ainda consegui passar o João e estive por instantes à frente do Rui. No meu caminho quero realçar a atitude extremamente desportiva do Rodrigo Almeida quando o passei.
No intervalo, depois de perceber que o António Matos tinha o mesmo problema no kart que eu, achei que se podia dever a circunstâncias da pista. Enchi-me de curiosidade e fui ver se algo de errado se passava com a direcção do meu kart. Constatei que havia uma grande folga na rótula que une o braço de direcção ao cubo da roda direita, de tal forma que com o volante todo virado para a direita a roda esquerda tinha um ânculo de viragem superior ao da direita. Mas não podia estar insatisfeito com o meu alazão, a sua velocidade em recta só era inferior à do Rui Mealha... até aí !...
Na 2ª manga, ao contrário da 1ª, arranquei mal mas aguentei-me. Nas 1ªs voltas pude ver o mérito de inverter as posições dos 8 1ºs. Estava a ser uma manga disputadíssima, em que tomei uma postura de expectativa, antes de atacar. A fortuna iria alterar-se em breve.
Qdo comecei a atacar o João Gonçalves, senti alguma dificuldade em aproximar-me dela na recta das boxes, ao contrário da manga anterior. Pouco depois fui passado pelo Rui Mealha, sem qq hipótese no barracão. Na entrada da recta das boxes o Rui saíu largo e foi muito ao corrector. Cheguei a passá-lo, mas antes do fim da recta ele já estava de novo à minha frente - mesmo para o kart do Rui era fruta a mais. Comecei a perder o contacto com os da frente. Nessa altura o meu kart começou a fazer um barulho pouco saudável e fui ultrapassado pelos pilotos que me seguiam. O barulho ia-se intensificando, ao mesmo tempo que as minhas costas aqueciam. Comecei a olhar para trás e a afastar-me do caminho de toda a gente, esperando conseguir chegar ao fim, pois trocar de kart era fatal. O olhar reprovador do bandeirinha da recta do barracão acabou por me demover do meu intento e deixei mesmo o kart na box, antes que o motor se esfumasse em óleo.
Trocado o kart, tentei agarrar o Cartuxo para subir de penúltimo para ante-penúltimo. Só que fui agarrado antes pelos 1ºs e tive de sair da frente em vez de me dedicar à minha pequena luta. Qdo já todos me tinham dobrado voltei a atacar mas faltou uma volta: fiquei a 0,7s do Cartuxo.
Apesar das desditas, o dia valeu pela luta da 1ª manga e as 1ªs 10 voltas da 2ª. Valeu tb por, por uma vez na vida, ninguém poder sugerir que as minhas dificuldades com o kart na 2ª manga eram infundadas... apesar de haver quem dissesse que eu exagerei na naftalina que pus no depósito e que as minhas dificuldades vieram daí.
No Domingo fiquei danado por a chuvada ter chegado com um dia de atraso. Pode ser que, agora que veio, nos faça companhia no Campera.
Palmas ao brilhante vencedor, abraços a todos,
Luís.
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