| Colocado: 25 Janeiro 2012 às 18:14 | IP Registado
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Crónica de Almeirim I: Regresso à casa de partida.
Dia de sol de Inverno, neste fantástico Janeiro, para regressarmos à casa de partida em mais um campeonato IHSV, graças ao entusiasmo, empenho e trabalho do nosso grande organizador! Nunca é demais deixar aqui um agradecimento ao António (mesmo que mais à frente vá embezerrar com uma das ultimas ideias dele!).
Infelizmente o nosso organizador foi um dos destaques, mas pela negativa, ao encabeçar a lista dos ausentes. Só que, se no caso da Liliana, da Manuela, do Carlos Abril sabemos que qualquer dia lá estarão, para os podermos amigavelmente atirar para fora da pista. Já o António é mesmo uma grande dúvida, por causa das malditas costas. Mas eu cá para mim estou convencido que a biografia deste grande piloto -um dos 465.000 maiores da Europa, quiçá do Mundo - ainda não fechou o ultimo capítulo. A ver se o tempo me dá razão.
Quanto à corrida, primeira constatação desagradável: os Karts já estão muito mais degradados em relação à minha última prova aqui.
O meu armário tinha bom motor, mas aquele nariz interior estava bastante desengonçado. Acabei por perceber que afectava a direcção, tornando-o impreciso à entrada dos 2 ganchos e obrigando a um esforço de braços suplementar. Imagino o que não passou o Luís Moura com o dito nariz todo destrambelhado, com as pontas cortadas à pressa a canivete e preso por esticadores!
Agora a polémica questão da inversão total. Tenho um bocado de pudor desta opinião negativa, já que fui dos prejudicados pela inovação e sinto a coisa do tipo: “pois, pois, como te lixaste, agora vens para aqui pedir batatinhas”!
Mas como já tinha posto dúvidas antes da prova, cá vai:
Numa corrida “normal” as 2 primeiras curvas costumam ser “ala qu’é cardume. Tudo ao molho e fé em Deus!”. Depois, os mais rápidos conseguem aquele avançozinho e fica tudo em fila indiana.
Com os 10 invertidos, a coisa é quase igual.
Agora, com tudo a partir ao contrário e andar quase ao mesmo nível, sucede que os da frente não se deixam ultrapassar às 1ªs (nem às 2ªs), mas também não despegam. E a molhada em vez de ser nas duas 1ªs curvas é ..nas 2 ou 3 primeiras voltas. Com os riscos que isso envolve!
Em Almeirim saiu-me a fava. Já na 2ª volta nos SS por trás da torre de controlo, senti o kart a atravessar-se, empurrado na parte lateral traseira. Olhei e vejo os olhinhos do Pedro Rafael a pedirem desculpa. Mas cada vez empurrava com mais força..e mais força, e mais força ainda.. até que fiz o pião completo, com uns 15 “malucos” a passarem-me razias num dos sítios mais apertadinhos da pista. Ai, ai,ai,ai (15 vezes).Ninguém me bateu. Uff!
No fim da corrida o Pedro explicava-me o óbvio: estava completamente envolvido em karts e que por mais que travasse, era empurrado pelos de trás!
Atenção pilotaços! Se querem manter todo o mundo invertido, preparem-se que estas molhadas vão ser inevitáveis. E coisas destas vão acontecer mais vezes.
Quanto ao resto da manga. Acabou por ser divertida porque ainda consegui apanhar os azarados que tinham os karts mais manhosos e ainda deu umas lutas engraçadas.
E venha Fátima, com narizes voadores, grelhas invertidas, chuva…tudo o que entenderem.
Que o eu quero mesmo é “prego a fundo e fé em Deus”!
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